sexta-feira, 28 de novembro de 2008

por causa de uma peça de teatro chamada MOrte Sobre a Lama que fui ver, lembrei de um poema de Manoel de Barros.

A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

Um comentário:

Dra Rosa Baalbaki disse...

Obrigada por ter me apresentado Manoel de Barros há alguns anos...
ele é maravilhoso!