sexta-feira, 28 de novembro de 2008

por causa de uma peça de teatro chamada MOrte Sobre a Lama que fui ver, lembrei de um poema de Manoel de Barros.

A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

uma pérola de Mario Quintana


O POEMA
Um poema como um gole dágua bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angustia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste. 
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Frase do Príncipe André no livro "Guerra e Paz de Tolstoi"


"Me chamam de vagabundo, mas na verdade, sou um homem muito ocupado. Não posso trabalhar no escritório nem na fábrica, porque não tenho tempo, estou ocupado. Eu pesquiso. 
Quero saber onde os homens realmente querem ir, quando vão para guerra.
O que realmente eles sentem quando dizem que amam.
O que na verdade pretendem quando põem filhos no mundo!"